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terça-feira, 17 de novembro de 2009

Hipertexto

HIPERTEXTO


O termo hipertexto foi criado por Theodore Nelson, na década de sessenta, para denominar a forma de escrita/leitura não linear na informática, pelo sistema “Xanadu”. Até então a idéia de hipertextualidade havia sido apenas manifestada pelo matemático e físico Vannevar Bush através do dispositivo “Memex”.

O hipertexto está relacionado à própria evolução da tecnologia computacional quando a interação passa à interatividade, em que o computador deixa de ser binário, rígido e centralizador, para oferecer ao usuário interfaces interativas, passando a se associar a sistemas da informática, por fazer um contraponto à leitura/escrita das meta narrativas.

O hipertexto vem auxiliar o ser humano na questão da aquisição e assimilação do conhecimento, pois tal como o cérebro humano, ele não possui uma estrutura hierárquica e linear, sua característica é a capilaridade, ou melhor, uma forma de organização em rede. Ao acessarmos um ponto determinado de um hipertexto, conseqüentemente, outros que estão interligados também são acessados, no grau de interatividade que necessitamos.

Desta forma, o hipertexto possui várias vantagens se planejado de forma coerente e cuidadosa, facilitando o ambiente de aprendizagem pois os usuários participam num processo em que há a busca e construção do conhecmento, tornando sua aprendizagem mais duradoura. O hipertexto ainda colabora para que as diferenças entre cada indivíduo seja respeitada, tratando de suas dificuldades e ritmos de trabalho e interesse.

No caso dos professores, o hipertextose constitui uma importante ferramenta e recurso para organizar material de diferentes disciplinas quando ministradas de forma simultânea. Não se pode descartar ainda sua eficácia quanto ao planejamento e desenvolvimento de cursos à distância, possibilitando que informações cheguem mais rapidamente à vários alunos ao mesmo tempo e em localidades diferenciadas.

Enfim, o hipertexto possibilita a interdisciplinaridade de temas diversos, fazendo com que o conhecimento se torne apenas um, sem barreiras ou fronteiras separadas por áreas.